terça-feira, 22 de novembro de 2016

Carta de apoio aos suicidas

"O Conteúdo desta pagina é Ficcional"


A todos os pequenos príncipes e suas flores,

   O amor é um sentimento tão volúvel e violento. Suas reviravoltas sem cerimônia são famosas. Quem nunca abdicou de qualquer coisa só pra voltar a seu planetinha pra cuidar da rosa que preenche o coração? Gostaria de dizer que essa rosa pode te esquecer tão facilmente quando entrou em sua vida.
   Não é para ser digno de choro, não deveria chegar a machucar o coração internamente como próprio espinho nas mãos. Lembro-lhes que dentre as flores, a rosa não está nem entre as mais bonitas. Há outras que podem ocupar uma redoma e seus pensamentos preocupados. devemos entender que relações que acabam podem ser o adubo para outras que podem nascer. Uma vez mais fortes pela perda, sábios pelos instantes passados e empoderados pelo amor próprio. Podemos cultivar um jardim com nossas paixões, amor de amigos, com uma nova flor em plano especial de seus sentimentos. Haverão rosas do deserto, orquídeas, dentre outras.
   A fadiga causada pela depressão pode ser superada por instantes duradouros de amizade e companheirismo, amizades, risadas. Estas coisas não podem ser esquecidas, como alguém que cativa a amizade de alguém e vai embora. Como quando conhecemos raposas e aviadores que nos demonstram afeição e carinho, mas preferimos a cobra. Tão resoluta em suas possibilidades que nos apresenta uma saída que parece ser única.
   Não voltemos a nossos planos de origem quando formos amados, não podemos escolher a saída da cobra por conta de momentos de agonia. A vida pode ser mais do que flores em jardins, ou baobás. Pode ser um amigo, que uma vez desenhou seu elefante no estômago de uma cobra, tal como um Carneirinho em uma caixa.


Com amor,
         A raposa.

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